Aumento importante da diversidade no mercado de trabalho

Um estudo recente realizado pela Taqe, plataforma digital de recrutamento e seleção, revelou um aumento significativo na contratação de mulheres no mercado de trabalho, e aumento na diversidade e inclusão. Em 2022, as mulheres preencheram 68% das vagas disponíveis na plataforma, um aumento significativo face aos 53% registados no ano anterior.

Ana Correa, Diretora de Produto da Taqe, enfatizou a importância das ferramentas digitais no acesso das mulheres ao mercado de trabalho. O estudo também revelou dados significativos sobre a diversidade racial nas contratações, com 36% das mulheres empregadas se identificando como negras. “Este avanço é um sinal positivo para o mercado de trabalho, apesar do longo caminho que ainda precisa ser percorrido”, segundo Correa.

Além disso, uma análise da Taqe revelou que quase metade de todos os contratos em 2022 pertencem a famílias com rendimentos que variam entre 1 e 3 dólares por hora, sendo as mulheres responsáveis por 72% destes indivíduos. 54% das mulheres nessa faixa salarial são negras.

Correa também destacou a representação feminina dentro da Taqe, onde as mulheres representam 64% da equipe, 50% da gestão, 66% da equipe fundadora e 57% dos líderes. “Isso reflete em nossa cultura, valores e, principalmente, no nosso propósito de gerar oportunidades para as pessoas”, disse.

Este estudo da Taqe demonstra a crescente inclusão das mulheres no local de trabalho e enfatiza a importância da diversidade e da equidade na contratação.

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Inclusão de líderes minoritários contribui para diversidade no mercado de trabalho

De acordo com um estudo recente da EXEC, o mercado corporativo brasileiro tem visto um aumento na contratação de profissionais minoritários para cargos de liderança. Este aumento, embora ainda pequeno, reflete uma mudança impulsionada pela adoção de práticas ESG (Ambientais, Sociais e de Governança) e uma consciência crescente da importância da diversidade, equidade e inclusão (DE&I) nas organizações. Desde 2004, e com maior intensidade desde a pandemia, estas questões tornaram-se centrais nas estratégias corporativas, com particular ênfase na diversidade racial e de género.

Segundo pesquisa da EXEC, haverá um aumento de 67% na contratação de líderes negros em 2023, em relação ao ano anterior, com cargos que vão de gerais a executivos. Bens de consumo, transporte, energia, agricultura e serviços financeiros estão entre os setores que contam com mais profissionais. João Philipe Lins, da EXEC, enfatiza o movimento das grandes corporações em diversificar sua liderança, com base em princípios ESG. Ele enfatiza que a inclusão de líderes minoritários não só fortalece a cultura organizacional e a produtividade, mas também promove a representação corporativa.

No entanto, o caminho para uma representação equitativa é longo. Segundo estudo realizado pelo Instituto de Identidade Brasil (ID_BR), alcançar a igualdade racial nos espaços de decisão levará aproximadamente 167 anos. Lins afirma que, além de superar barreiras como a falta de fluência em um segundo idioma ou educação de nível de elite, é fundamental que as empresas invistam em programas de estágio e formação voltados para jovens líderes negros, promovendo sua ascensão a cargos de liderança.

O Insper Núcleo de Estudos Raciais confirma que ter lideranças negras aumenta o investimento e a inclusão na empresa. Por outro lado, um estudo realizado pela Santo Caos em colaboração com o LinkedIn revela que muitos profissionais negros hesitam em competir por cargos de liderança devido à falta de representação e ao racismo estrutural.

Danone, Ambev, Unilever, Pfizer Brasil, Natura & Co, Mercado Livre e Sanofi, entre outras, implementaram iniciativas para aumentar a presença de minorias em suas lideranças. Além disso, empresas como Gerdau, iFood, Itaú Unibanco, LinkedIn, Magazine Luiza, Nubank e Vale aderiram ao movimento #CarreirasComFuturo, com o objetivo de aumentar a diversidade e a inclusão no mercado de trabalho brasileiro.

Segundo João Philipe, este é apenas o começo de uma transformação maior baseada na diversidade e na inclusão. Ele prevê um aumento na representação de profissionais negros na liderança nos próximos anos, sinalizando uma mudança progressiva no cenário corporativo brasileiro.

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