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Quer dormir melhor? Estude

Saber e absorver este fato é mais uma daquelas verdades que preferíamos desconhecer. Colocar a culpa na circunstância é muito mais fácil. “Está difícil agora, mas é só uma fase”; “Estamos vivendo uma transição, vai melhorar”; “No começo é assim, depois melhora”; são exemplos de frases que usamos para nos convencer que o sofrimento, a inquietude, está ligada a algum momento, alguma fase que estamos vivendo. O problema é que as fases vêm e vão, e a única constante é que estamos sempre surfando nesta esperança de que, virando a esquina, as coisas vão melhorar. Pois bem, não vão.

Para os que sofrem do mal da inquietude, da ansiedade que não nos deixa simplesmente curtir longos períodos de paz interna (a famosa “Inner Peace” que o kung fu Panda vive buscando), não há saída, não há desculpas. Precisamos entender que faz parte do pacote, que a melhor saída, é na verdade, abraçá-la.

Usualmente a inquietude é um importante motor que nos faz agir. Em seus estágios normais, traz movimento para as pessoas que a detém. E é justamente neste ponto que o que não nos mata, nos torna mais fortes (Nietzsche, me perdoe o trocadilho): procure o que lhe acalma, o que lhe proporciona satisfação, que lhe traz realização, e utilize o motor da inquietude para buscar e atingir o que procura.

Minha inquietude é acalmada pelo conhecimento. Quando mais eu consigo estudar, consigo aprender coisas novas, adquirir novas competências, mais fico satisfeito, mais fico tranquilo. A propagação do conhecimento, seja ensinando ou aprendendo, me acalma e consequentemente me torna mais produtivo. Quanto mais estudo (usualmente abdicando horas em que estaria dormindo), melhor durmo. Ou seja, mesmo tendo menos horas de sono, durmo melhor. Nada mais eficiente e satisfatório do que tornar menos, mais.

E aqui termino meu devaneio. O propósito da Eduvem é buscar formas para as pessoas propagarem seu conhecimento, e buscar pessoas que queiram consumir este conhecimento. Nossa missão é permitir que o conhecimento se propague, aos quatro cantos, de cabeças brilhantes para cabeças famintas, distribuindo o conhecimento da forma mais atraente e acessível que podemos e devemos atingir.

Talvez sua inquietude, a exemplo da minha, possa ter no conhecimento um bom remédio. E nada melhor que um remédio natural, sem contraindicações, com efeitos colaterais positivos, que o torna mais forte e pronto para o que pode vir, que o torna mais forte e melhor. O que o enfraquece, literalmente, pode lhe tornar mais forte. Quer dormir, quer ser melhor? Estude, propague e consuma conhecimento.

Termino com um dos mantras da Eduvem: “Spread value, acquire it as well!!!”.

Novos desafios no ensino

O desafio dos professores em sala de aula torna-se maior e mais complexo a cada dia. Competências técnicas e comportamentais são cada vez mais exigidas diante das transformação que vivemos em nossa sociedade. Auxiliá-los a lidar melhor com situações como esta abordada por Patricia Peck em seu artigo, é uma das possibilidades do Ensino Digital. A Eduvem apoia fundações, institutos e instituições de ensino nesta importante missão.

Veja a íntegra do artigo abaixo:

Novas pressões sociais afetam trabalho dos professores na sala de aula. O professor Odilon Oliveira Neto se tornou réu num processo movido pela mãe de um aluno, de quem ele tirou o celular durante a aula. Acabou inocentado. O episódio ilustra novas pressões que afetam o trabalho dos docentes. Segundo Marcelo Ganzela, coordenador do Instituto Singularidades, as universidades precisam preparar o futuro professor para esse cenário. Além da perda de autoridade, a exposição nas redes sociais é outro ponto de tensão. A advogada Patrícia Peck recomenda que professores separem o perfil profissional do pessoal. “Antigamente, quando batia o sinal, o professor tirava o jaleco e virava um indivíduo. Hoje o desafio é delimitar essa fronteira”, diz ela. Ela acrescenta que a medida é importante para evitar problemas com questões políticas. “Um comentário político pode confundir a figura do educador na cabeça do jovem”, diz a advogada em entrevista para a Folha (LUCIANA ALVAREZ, 27/05/2017).

Novos desafios do ensino
Fonte: Patrícia Peck

Não digitalize, transforme digitalmente!

A buzzword do momento com certeza é transformação digital. Está na pauta de presidentes, diretores de marketing, tecnologia, áreas de negócio, etc. Em algumas empresas, a função de CDO (Chief Digital Officer) tem sido criada para conduzir jornadas de transformação digital. E tudo isto na minha visão não é modismo. É necessidade. Quem não reinventar seus negócios a luz do que estamos vivendo, será fatalmente engolido por concorrentes que estão se reinventado. Ou por startup´s, que por sua vez estão reinventados nossos negócios. Que loucura.

Nesta onda de transformação, uma diferença semântica de palavras em inglês me chamou bastante atenção. Em inglês, existem duas palavras, absolutamente distintas, que tratam o tema: digitization e digitalization. Ambas em português foram traduzidas como digitalização.

Digitization é o ato de tornar o analógico em digital, em um DE/PARA ipsis litteris. Sem tratamento, sem transformação, pega-se o que feito de forma analógica e copia-se para sua forma digital. Vamos chama-lo aqui de Digitalização.

Digitalization, por sua vez, vai além de simplesmente transformar o análogo em digital. Aqui o intuito é utilizar o melhor das tecnologias digitais (mobile, cloud, big data, social media, etc) para transformar o que já existe em algo mais prático, mais inteligente, mais eficaz, que proporcione uma melhor experiência de uso. Chamá-lo-emos de Transformação Digital.

E por que as empresas tanto buscam a digitalização ou a transformação digital? Os motivos são muitos, e variam de empresa a empresa, mas os pilares usualmente são: tornar escalável, em grandes e rápidas proporções; executar rápido, com eficácia e agilidade; melhorar a experiência de uso, buscando tornar os usuários os promotores do produto ou serviço.

Assim tem acontecido com a educação. Ninguém tem mais dúvida da imprescindibilidade de ferramentas digitais para a sobrevivência e prosperidade de empresas e organizações que atuam no segmento educacional. O Coursera (plataforma online de cursos gratuitos) tem mais de 15 milhões de alunos, o que o torna a maior instituição de ensino do mundo. PS: o Coursera tem 120 funcionários.

O problema, na minha visão, é que as empresas e organizações estão digitalizando mais do que transformando. Mais, estão abusando da digitalização. Pegar uma aula presencial, com todas suas nuances e seu charme natural, gravá-la e distribui-la pela internet está longe do que podemos fazer com tudo que temos hoje. E é o que mais tem ocorrido. A experiência, o aprendizado, sofre muito com este modelo escalável, porém pouco efetivo do ponto de vista de quem usufrui do produto/serviço.

O caminho é de fato pensar na transformação digital do ensino, do conteúdo, para que se tenha uma experiência de aprendizado satisfatória de forma escalável, infinita. É massificar a personalização. É criar formas atraentes, interativas, agradáveis, e obviamente escaláveis, para se propagar mensagens que serão entendidas e absorvidas.

E para isto não temos respostas ou formulas prontas. A equação é única para cada desafio. O importante é termos um conhecimento que valha a pena ser escalado de um lado, e ferramentas digitais que permitirão sua escala de forma agradável de outra. Junta-se os dois, define-se a melhor equação, e voilá, teremos uma plataforma de propagação de conhecimento útil, palatável, atraente e que desperte nas pessoas que a consomem o desejo de mais, e mais, e mais. O ser humano parece ter necessidades por vícios. Vamos tornar o conhecimento algo viciante. Antes de nos perguntarmos se o projeto de transformação digital é bom, é escalável, devemos nos perguntar: é viciante?

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